01.04.11

Fique atento — evite catástrofes

Fonte: Maria de Fatima Guimarães Oliveira, Dirk Jarzyna

Software de monitoramento de rede ajuda a identificar erros e maus funcionamentos na rede e em dispositivos da rede antes de conduzirem a uma possível catástrofe. São também úteis para planejar capacidade. Junto com a revista alemã Funkschau testamos quatro dos exemplos mais conhecidos nesta área.

Nos últimos 12 meses, aconteceu muita coisa no campo do software de monitoramento de rede. Em especial, a maior parte dos fabricantes expandiram ainda mais seu suporte a ambientes virtuais, reviram as interfaces dos utilizadores e adicionaram novas funções e características. No entanto, em última análise, nem todos os produtos melhoraram: algumas revelaram fraquezas que os tornam inadequados para muitos ambientes. Os produtos testados nesta amostra foram “WhatsUp Gold Premium 14.3” da Ipswitch,  “OpManager 8.7” da ManageEngine, “PRTG Network Monitor 8” da Paessler e “Orion Network Performance Monitor 10.0” da SolarWind.

 

PRTG Network Monitor 8 da Paessler

 “Instalação rápida, operação fácil de realizar,” uma afirmação que não só surge de forma destacada no website da Paessler, mas que também vai direito ao assunto. A configuração num computador com Windows levou menos de cinco minutos, após os quais o software pôde ser utilizado sem qualquer incidente, até por um principiante em monitoramento de rede, sem muita necessidade de familiarização ou até de formação. Até agora, tudo bem. É claro que não é importante se o programa se instala cinco minutos mais depressa ou mais devagar, mas nenhum administrador de rede quer passar muito tempo buscando na interface do administrador ou consultando um manual de modo a completar tarefas normais ou até menos comuns.

PRTG Network Monitor informa sobre o estado atual da rede e dispositivos a ela ligados, recolhendo ainda dados de modo a exibir tendências a longo prazo. A informação compilada durante 30 dias, por exemplo, ajuda os especialistas em redes a identificar sobrecargas de tráfego e a reagir ou redistribuir capacidades ou implementar outras alterações. O PRTG é especialmente adequado para o monitoramento da disponiPaesslerbilidade do dispositivo, larguras de banda e cargas de recurso da rede - e não só em uma única LAN. Sondas remotas permitem uma monitoramento centralizado de várias redes em simultâneo e também podem ser usadas para partilha de carga durante processos intensos da CPU, tais como o sniffing de pacotes ou monitoramento NetFlow. As sondas remotas oferecem uma vasta gama de aplicativos ao usuário do PRTG. O software pode ainda ser utilizado para monitorar redes de clientes, todos os ramos de organização ou redes separadas dentro de uma empresa (p. ex., LAN e DMZ). Todavia, a existência de uma infraestrutura complexa não significa que o PRTG seja complicado de usar, pois todo este monitoramento requer apenas um único PRTG Core Server. O produto consegue medir até 30 000 sen­sores por instalação.

O que as sondas remotas não fazem é aumentar a disponibilidade do sistema de monitoramento do PRTG. Por esse motivo, existe agora o PRTG Cluster Failover Solution incluído na versão 8. Ele permite o trabalho conjunto de um máximo de cinco processos do PRTG: um servidor primário e um máximo de quatro servidores secundários. Este tipo de cluster de PRTG oferece várias vantagens adicionais: 100% de tempo de funcionamento mesmo durante as atualizações de software e falhas de servidor, tal como uma falha automática generalizada significa que esta solução pode ter monitoramento de múltiplos pontos de presença.

Todos os servidores constantemente monitoram todos os sensores. Isto é interessante do ponto de vista da tolerância do erro, mas também porque permite ao administrador, por exemplo, medir e comparar os tempos de resposta de vários locais da rede e calcular a soma dos tempos de funcionamento e desatividade. O agregado PRTG não é dispendioso: todas a licenças PRTG permitem imediatamente uma única instalação de failover na qual funcionam em conjunto duas instâncias do PRTG. Só são requeridas licenças adicionais para três ou mais nodos.

O produto oferece um total de quatro interfaces de usuário: uma interface Web com plataforma em Ajax, uma interface HTML reduzida para navegadores mais antigos e dispositivos móveis (IE 6/7, Android, Blackberry), um GUI Windows e um aplicativo para iPhone. A interface mais usada, Ajax, é elegante e simples de operar. A página inicial contém um botão proeminente para que as tarefas mais importantes sejam levadas a cabo imediatamente após a instalação, incluindo a autolocalização de redes e dispositivos ligados. A localização na rede local através de um endereço de IP de 0 a 255 foi realizada à velocidade da luz e estava completa e correta quando testada. O programa também tem a capacidade de instalar os sensores necessários para monitoramento durante o processo de localização, se desejado. A localização leva mais ou menos tempo de acordo com o número de sensores selecionados. É muito fácil adicionar, posteriormente, outros sensores a dispositivos selecionados ou grupos.

A quantidade de sensores incluídos já era bastante grande nas versões anteriores. Os sensores para monitorar todos os serviços habituais da rede (ping, HTTP, HTTPS, POP3, DNS …), para servidores QoS, Radius Server, SLA, Exchange e Syslog, bem como suporte para SNMP e WMI, sniffing de pacotes, NetFlow e sFlow são considerados padrão há muito tempo. A virtualização continua a ser muito popular. Assim, a última versão do PRTG contém uma grande variedade de sensores novos e/ ou estendidos desenhados especialmente para isto, o que permite o monitoramento da informação do hardware a partir de um servidor VMware-ESX/ ESXi através de WBEM, monitoramento de uma máquina virtual (VM) em servidores Xen e o motoramento de armazenagem de dispositivos Hyper-V. Os sensores WMI e os sensores especiais Linux e Mac OS também foram aumentaram seu uso. A Paessler testou estes sensores com as distribuições mais comuns. Contudo, e estranhamente, a Red Hat não aparece na lista publicada no website da Paessler, enquanto a Fedora sim.

Os componentes principais de uma instalação PRTG são um servidor PRTG para armazenamento de dados e ainda uma ou duas sondas. As sondas realizam o trabalho. Ligam-se automaticamente ao servidor, carregam as configurações do sensor adequadas e realizam as funções de monitoramento. À medida que as sondas iniciam a ligação ao servidor, uma falha de servidor ou ligação não afetará o  monitoramento. A primeira sonda “local” é criada pelo programa de configuração. É ativada no servidor PRTG e monitora todos os sensores do sistema. A organização hierárquica das sondas, dos grupos de dispositivos e dos dispositivos facilita a administração do sistema. Isto permite muitas configurações, tal como a informação de login, que é transmitida a partir das sondas através de grupos de dispositivos para dispositivos individuais através de transferência hierárquica.  

O PRT proporciona de forma clara notificações acústicas e visuais dos novos alarmes, avisos e outras mensagens. Ao acessar uma notificação ou selecionar um sensor afetado, o programa fornece boas explicações sobre o problema e o que significam os valores individuais e os parâmetros ajustáveis. Vários painéis de controle, diagramas e listas representam os estados atuais do sistema e os dados históricos de modo significativo. As opções de filtro são excelentes. A geração de relatórios foi, entretanto, desligada do servidor web e da interface do usuário para a experiência do usuário não ser mais afetada. Para este fim, existem aproximadamente 280 ícones disponíveis, representando os dispositivos de rede que podem ser ligados uns aos outros, usando cabos (rede). O programa mostra alarmes, avisos, etc. embaixo dos ícones.

O PRTG Network Monitor 8 cumpre todas as nossas exigências com relação a produtos de monitoramento. O produto é completo, fácil de instalar, flexível na utilização, facilmente escalonável e fornece bons níveis de notificação e explicação.

 



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