17.07.09

Symantec: Pesquisa anual sobre Recuperação de Desastres

Fonte: vu

A Symantec anuncia os resultados mundiais da sua quinta pesquisa anual sobre Recuperação de Desastres (RD) para TI, que identificou resultados como crescentes pressões por iniciativas de RD em organizações devido aos altos custos relacionados à inatividade e maior rigidez na gestão de TI para minimizar os riscos nas empresas. O estudo também detectou que ao mesmo tempo em que os orçamentos para RD estão mais altos em 2009, eles deverão permanecer inalterados ao longo dos próximos anos - exigindo que os profissionais de TI façam mais, com os mesmos recursos ou menos.

A pesquisa destacou que apesar da expectativa quanto aos Objetivos de Tempo de Recuperação (RTO - Recovery Time Objetives) ter sido reduzida para 4 horas em 2009, as simulações de recuperação de desastres e soluções de virtualização continuam representando grandes desafios para as organizações. Os participantes relataram que os testes para a RD afetam cada vez mais os clientes e impactam na receita, além do fato de que uma em cada quatro simulações acabam falhando ou não obtendo resultados satisfatórios. Praticamente um terço das organizações não incluem os ambientes virtuais em seus planos para a recuperação de desastres, e uma porcentagem ligeiramente maior de ambientes virtuais não faz backup regularmente, o que sinaliza a necessidade de uma maior automação e ferramentas compatíveis com diferentes ambientes.

O custo do tempo parado é significativo
Segundo a pesquisa, realizada em 24 países, o custo médio para a execução/implementação de planos para a recuperação de desastres para cada incidente que resulta na interrupção do expediente é de cerca de USD $287.600 dólares. No Brasil e México, o custo médio de cada incidente relacionado à inatividade pode chegar a USD $297.500 dólares. Globalmente, os maiores custos médios por incidente de inatividade acontecem em instutições de saúde ou financeiras. Um exemplo disso é que na América do Norte, o custo médio de um incodente dessa natureza para as instituições financeiras gira em torno de USD $650.000 dólares.

Isso é alarmante quando consideramos que uma em cada quatro simulações de RD falhou e 93 por cento das organizações tiveram que executar seus planos para a recuperação de desastres. Os entrevistados também relataram que depois de um corte de luz ou energia elétrica, gastam em média três horas para recomeçar as operações em segurança e quatro horas para colocá-las novamente em funcionamento. Isso representa uma melhora considerável em relação aos resultados de 2008, quando apenas três por cento dos participantes respondeu que conseguiria recomeçar as operações em segurança dentro de 12 horas, e 31 por cento acreditava poder oferecer as operações básicas em cerca de um dia.

"A pesquisa desse ano patrocinada pela Symantec identifica claramente os principais problemas, riscos escondidos e as melhores práticas para a implementação de um plano de RD. Ao mesmo tempo em que alguns aspectos estão bem, o impacto do tempo parado é maior do que nunca", declarou Rob Soderbery, vice-presidente sênior do Grupo de Gestão de Armazenamento e Disponibilidade da Symantec. "O grande custo de uma eventual inatividade tem um grande impacto nos negócios - o que significa também mais pressão nos departamentos de TI. Se as organizações não estiverem protegendo os ambientes virtuais, não estiverem testando seus planos para RD e estiverem vendo um em cada quatro testes falhar, então alguma coisa precisa ser alterada para gerenciar melhor o risco. As organizações devem implementar soluções que atendam essas necessidades, permitindo que elas obtenham o máximo de retorno de seus investimentos".


Tendência de gastos com RD em 2009
A pesquisa demonstra que o orçamento anual médio para iniciativas de recuperação de desastres, incluindo backup, recuperação, clustering, arquivamento, servidores de reserva, replicação, fitas de backup, serviços, desenvolvimento de plano de recuperação de desastres e custos fora dos data centers é de USD $50 milhões de dólares.

De acordo com os participantes, esse número continuará a crescer no decorrer de 2009, mas mais da metade (52 por cento) dos participantes acreditam que os orçamentos permanecerão inalterados em 2010, tornando a gestão do orçamento de TI ainda mais desafiadora, inclusive no que diz respeito a hardware, software e mão-de-obra.


O envolvimento de altos executivos aumentou 50 por cento em relação ao ano passado
Como os orçamentos de RD aumentaram se comparados a 2008, as iniciativas de recuperação de desastres se transformaram em um diferencial competitivo e o impacto da inatividade nos clientes é maior do que nunca.

De acordo com a pesquisa sobre recuperação de desastres de 2009, 67 por cento dos entrevistados relataram que seus comitês para recuperação de desastres atualmente envolvem CIOs, CTOs, ou diretores de TI - um aumento significativo em relação aos resultados do último ano, quando 33 por cento dos participantes indicaram o envolvimento de executivos. Outra razão para o envolvimento de executivos é o aumento dos aplicativos que são vistos como críticos. Sessenta por cento dos aplicativos foram classificados como sendo de críticos pelos participantes e praticamente a mesma porcentagem está coberta por planos para a recuperação de desastres. Qualquer tipo de interrupção na operação desses sistemas terá conseqüências enormes para os negócios.

Os testes para a recuperação de desastres melhoraram, mas continuam representando um grande desafio

Em 2009, 35 por cento dos participantes relataram que testam seus planos de RD pelo menos uma vez por ano ou com menor freqüencia - uma melhoria de 12 por cento em relação ao ano passado. Em média, um de cada quatro testes ainda falha, demonstrando a imensa necessidade por melhorias nessa área. As razões que a maioria dos participantes citou como motivo pelo qual as organizações não estejam realizando mais testes de RD são:

Falta de recursos em relação à tempo do pessoal de TI (48 por cento)
Interrupções da atividade dos funcionários (44 por cento)
Orçamento (44 por cento)
Interrupções para os clientes (40 por cento)
Além disso, um número crescente de organizações reportaram que a avaliação dos planos de recuperação de desastres afeta cada vez mais os clientes e funcionários em relação aos números detectados em anos anteriores. Quarenta e cinco por cento dos entrevistados afirmou que a execução do plano de RD afetará clientes das empresas e quase um terço (27 por cento) afirnou que esse tipo de teste afetaria diretamente as vendas da organização.



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