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21.05.07
Pirataria de software cai 4 pontos percentuais no Brasil em 2006
Fonte: vu
A quarta edição do “Estudo Anual Mundial de Pirataria de Software” revelou que 60% do software instalado, no ano de 2006, em computadores pessoais, no Brasil, foi obtido ilegalmente, índice quatro pontos percentuais inferior se comparado a 2005. O levantamento foi divulgado hoje pela Business Software Alliance (BSA), associação internacional que representa a indústria de software comercial.

O estudo, elaborado de maneira independente pelo IDC, principal empresa de predição e análise de mercado da indústria de tecnologia da informação (TI), revela que o Brasil foi o mercado que registrou a maior queda na taxa de pirataria do mundo, mas por outro lado é a nação com os maiores prejuízos na América Latina, estimados em US$ 1,148 bilhão. A taxa de pirataria de software no país ficou abaixo da média latino-americana, que foi de 66%, dois pontos percentuais inferior do que em 2005. Os prejuízos para a indústria na região foram superiores a US$ 3 bilhões. O índice da América Latina foi significativamente superior à média mundial, de 35%, que se manteve no mesmo nível nos últimos três anos. A região ficou atrás somente da Europa Central e Oriental (68%), área com a maior taxa de pirataria do mundo. Do total de 102 países pesquisados, entre 2005 e 2006, o índice de pirataria caiu em 62 nações e aumentou em 13. Entre os que registraram crescimento em sua taxa de pirataria, sete são latino-americanos: Chile, Colômbia, República Dominicana, El Salvador, Panamá, Venezuela e o mercado identificado como "Outros mercados latino-americanos". "Embora estejamos progredindo ainda há muito trabalho a se fazer para reduzir os níveis inaceitáveis de pirataria", disse Robert Holleyman, presidente e diretor-executivo da BSA. "Esses prejuízos significativos têm um impacto negativo na geração de empregos na indústria de tecnologia, nas receitas das empresas e nos recursos necessários para a inovação e o desenvolvimento de novas tecnologias." Outros dados revelados pelo estudo sobre a América Latina incluem: - Dos 19 mercados latino-americanos abrangidos pelo estudo, a pirataria de software aumentou em oito, diminuiu em sete e se manteve estável em quatro.
- A taxa de pirataria de software teve queda de quatro pontos percentuais no Brasil (60%), dois pontos percentuais na Argentina (75%), Costa Rica (64%), Equador (67%), México (63%) e Peru (71%). Caiu um ponto percentual na Bolívia (82%) e Paraguai (82%).
- O índice aumentou quatro pontos na Venezuela (86%); três no Panamá (74%); dois no Chile (68%), Colômbia (69%) e República Dominicana (79%); em El Salvador (82%) baixou um ponto percentual e também na região identificada no estudo como "Outros mercados latino-americanos" (83%).
- Os quatro países da região onde a taxa de pirataria de software se manteve estável no ano de 2006, foram Guatemala (81%), Honduras (75%), Nicarágua (80%) e Uruguai (70%).
- Colômbia, Brasil, México e Costa Rica foram os únicos países latino-americanos que obtiveram uma taxa de pirataria de software inferior à média regional.
- O estudo revelou que a América Latina tem cinco países, na lista dos vinte países, com taxas mais altas de pirataria de software do mundo: Venezuela, El Salvador, Bolívia, Paraguai e Guatemala. O estudo também revela que os prejuízos para a indústria mundial em razão do uso de software ilegal foram de US$ 40 bilhões. Houve avanços em alguns mercados emergentes, principalmente na China, onde a pirataria baixou dez pontos percentuais, nos últimos três anos, e na Rússia, onde caiu sete pontos no mesmo período. O levantamento indicou ainda que as baixas taxas de pirataria podem gerar prejuízos enormes em grandes mercados. Por exemplo, embora os Estados Unidos tenham o menor índice, com 21%, também é o que registra os maiores prejuízos para a indústria, com US$ 7,3 bilhões. A China é o segundo na geração de prejuízos, com US$ 5,4 bilhões, e uma taxa de pirataria de 82%. Já a terceira da lista em termos de prejuízo é a França, com US$ 2,7 bilhões e uma taxa de pirataria de 45%. Outros resultados do estudo incluem: - Em mais da metade dos 102 países a pirataria superou 60%. Em cerca de um terço dos países, superou os 75%.
- A taxa de pirataria de software aumentou em duas regiões, Ásia-Pacífico (55%) e Oriente Médio/África (60%), enquanto teve redução em três áreas, Europa Central/Oriental (68%), América Latina (66%) e Europa Ocidental (34%). A pirataria na América do Norte, a maior região, se manteve constante em 22%. O índice mundial se manteve estável, em 35%, em grande parte devido ao aumento da pirataria na Ásia.
- Os mercados emergentes da Ásia-Pacífico, América Latina, Europa Oriental e Oriente Médio/África representam um terço das remessas de PC atuais, mas somente 10% dos gastos em software para PC.
- Em todo o mundo, empresas e consumidores gastarão US$ 350 milhões em software para PC, nos próximos quatro anos, de acordo com estimativas da IDC. Se as tendências se mantiverem, o estudo prevê que serão pirateados mais de US$ 180 milhões em software durante o período. "Existem vários fatores que contribuem para as diferenças em matéria de pirataria: desde a solidez das leis de proteção à propriedade intelectual até a disponibilidade de software pirateado e as diferenças culturais", disse John Gantz, diretor de investigações da IDC. "A redução da pirataria de software ao redor do mundo exigirá mais trabalho e investimentos, mas esses esforços resultarão em indústrias locais de TI mais fortes que impulsionarão o crescimento econômico", finaliza o executivo. "Os principais elementos para combater a pirataria de software são a educação, políticas governamentais fortes e cumprimento das leis", disse Holleyman. "O maior acesso à Internet nos mercados emergentes está facilitando a pirataria e obrigando a manter os esforços antipirataria", complementa. O Estudo Mundial Sobre Pirataria de Software da BSA e IDC abrange todos os pacotes de software executados em computadores pessoais. O levantamento não inclui outros tipos de software como os executados em servidores, mainframes ou programas vendidos como serviço. O IDC utilizou estatísticas próprias sobre envios de software e hardware e encaminhou para analistas do IDC em cinqüenta países, para confirmar as tendências em pirataria de software. Para obter mais detalhes, visite http://www.bsa.org/globalstudy. O estudo completo está disponível no link: http://www.s2.com.br/s2arquivos/400/multimidia/185Multi.pdf
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