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19.04.07
Storage: a linha tênue entre segurança e eficiência
Fonte: Fábio Alves de Araújo
Durante décadas, acompanhamos grandes reviravoltas do mercado e a multiplicação inevitável de uma série de siglas, como CRM, SCM, GED, BI, entre outras. Tendo em vista a avalanche de dados causada só pelos sistemas de ERP nos últimos anos, a Tecnologia da Informação tornou-se parte fundamental de qualquer plano estratégico corporativo e a necessidade de guardar com segurança as informações se faz igualmente relevante.

O excesso de informações, ao lado das grandes fusões, precisa estar adequado à legislação americana, como a Sarbanes-Oxley (SOX), e as modificações sobre cálculo de risco de crédito, previsto pelo Acordo da Basiléia, além das necessidades espontâneas do mercado. O armazenamento de dados, além de facilitar a performance de todas as partes envolvidas, garante uma postura ética e preventiva. A transparência deixou de ser uma vantagem e é hoje uma obrigação, não só do ponto de vista legal, mas do ponto de vista negocial. E o mercado tem percebido isso. Em estudo divulgado pelo IDC, o faturamento total dos sistemas de armazenamento atingiu, só em 2006, a marca de 5,8 bilhões de dólares, crescimento de 6,7% em comparação a 2005. O mesmo estudo também revela que a demanda mundial por arquitetura de Storage em rede irá crescer consideravelmente: ferramentas para NAS (Network Attached Storage) e SAN (Storage Area Network) devem expandir 62% anualmente até 2008, ante o crescimento atual de 28% para o DAS (Direct Attached Storage). Em relação a discos, o IDC ainda aponta crescimento. Entre 2002 e 2004, o volume vendido no Brasil dobrou e a expectativa é que quadruplique até 2009, quando a previsão indica que o mercado brasileiro consumirá volumes superiores a 30 petabytes (um dos mais elevados graus de capacidade de armazenamento). Estes resultados indicam um crescimento médio anual de mais de 35% na capacidade vendida. A expectativa, entretanto, é de uma demanda por todas as empresas, independente do porte. As pequenas companhias, por exemplo, cada vez mais instalam redes de comunicação para aplicativos de gerenciamento de processos internos, relacionamento com clientes e fornecedores, necessitando alta capacidade de armazenamento. As soluções de Storage garantem que procedimentos de segurança sejam cumpridos, o que traz, além de produtividade no trabalho interno, credibilidade para o público externo, seja para clientes ou fornecedores. Outra vantagem diz respeito ao aumento de performance na troca e no armazenamento dos dados, garantindo uma postura preventiva. O marco principal das redes de armazenamento é a forma como elas são gerenciadas, uma vez que os dados estão centralizados. Porém, ao mencionarmos sistemas de armazenamento, pontos ou tecnologias, não podemos, em momento algum, desprezar, por exemplo, a virtualização, processo de consolidação de vários dispositivos físicos, dos mais variados fabricantes, reorganizados em agrupamentos virtuais lógicos, ou unidades de armazenamento. Hoje, essa tecnologia vem descobrindo grandes oportunidades de negócio no segmento de SAN. Benefícios como gestão centralizada, acesso às aplicações, redução de custos por parte de treinamento, facilidade na administração, eliminação de downtime e maior escalabilidade, estão mostrando aos CIOs caminhos para a adoção do Storage que, segundo o Gartner, já tem prioridade nas agendas desse ano. Portanto, a adoção de ferramentas de Storage é fundamental, não somente para garantir a integridade dos dados, mas também para tornar-se competitivo dentro do panorama atual. Os CIOs precisam atentar a necessidade de gerenciar suas informações de maneira produtiva, tornando o acesso rápido, seguro e econômico. A linha entre segurança, eficiência e transparência é tênue. E com base no cenário moderno das grandes corporações, o gerenciamento inteligente de informações, é sem dúvida, o caminho mais eficiente para o sucesso e conquista de novos mercados. * Fábio Alves de Araújo, arquiteto de Storage, certificado em SNIA Certified Storage Networking Expert, atua na área de disponibilidade da True Access Consulting.
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