08.04.07

A Democratização do Storage -- Storage na LAN

Fonte: Rodrigo Gazzaneo

A indústria de armazenamento de informação está evoluindo continuamente para oferecer segurança, proteção, desempenho e escalabilidade a custos acessíveis para uma fatia cada vez maior de empresas no mercado.

Hoje, quando conhecemos os limites técnicos das soluções IP SAN e classificamos aplicativos e informações dentro de uma estratégia de nível de serviço -- etapa básica de uma estratégia ILM (Information Lifecycle Management), é possível implantar soluções de nível de serviço adequado e de custo muito inferior. A IP SAN provavelmente não substituirá FC SAN nos grandes Data Centers em um futuro próximo, mas será uma tecnologia de grande impacto para a democratização do armazenamento de dados em faixas de mercado que até então estavam sem acesso a estas redes. Mas não foi sempre assim... O Início: alto custo e baixa velocidade Com o sucesso dos microcomputadores e minicomputadores, surgiu o padrão SCSI -- Small Computer Systems Interface (interface para sistemas de computadores de pequeno porte). A velocidade inicial de 5 MByte/s rapidamente subiu. No final dos anos 90, o protocolo SCSI passou para a mídia de fibra ótica (SCSI-3), permitindo a criação de uma rede segregada de armazenamento SAN -- Storage Area Network. Usando controladoras nos servidores (HBA -- Host Bus Adapters), switches e hubs especializados, foi possível conectar vários servidores e sistemas de armazenamento de dados a 100, 200 e hoje 400 MByte/s. Entretanto, o elevado custo da conectividade SAN sempre foi proibitivo para um grande número de aplicativos e uma grande faixa do mercado. Era necessário buscar uma alternativa.

Armazenamento na rede IP -- NAS
Desde o surgimento do protocolo NFS no mundo UNIX e dos discos compartilhados em rede Novell e Windows, servidores de arquivos passaram a oferecer uma alternativa para consolidação de armazenamento de baixo custo.

Entretanto, as soluções de discos compartilhados NAS -- Network Attached Storage -- nunca foram ideais para todos e quaisquer aplicativos. Os protocolos CIFS e NFS são altamente dispendiosos para servidores e clientes. Como exemplo, a própria Microsoft não suporta ambiente Microsoft Exchange em Miscrosoft Cluster em discos CIFS.

A solução ideal deveria ter a infra-estrutura IP (como NAS) e o protocolo SCSI-3 (como SAN). Com o protocolo iSCSI -- Internet Small Computer Systems Interface -- é possível construir uma rede SAN sobre IP, ou IP SAN.

A IP SAN permite uma solução de armazenamento para qualquer aplicativo baseado em LAN (Local Area Network).

E o desempenho?
IP SAN é baseado em Gigabit Ethernet (1000 MBit/s, ou 100 MByte/s). Como a rede FC SAN está hoje a 400 MByte/s, significa que uma solução IP SAN será 4 vezes mais lenta que a sua correspondente em FC. A resposta é: não necessariamente.

A velocidade para a transmissão de sinais elétricos entre ambas as redes é a mesma. A diferença é o número de pistas "na rodovia". O canal de 400 MByte/s tem 4 vezes mais "pistas" que o canal de 100 MByte/s. Mas isto não fará o "carro" trafegar mais rápido nesta "estrada". Apenas se houver um fluxo concentrado ele poderá ficar mais lento. Portanto, para ambientes dimensionados para banda de 100 MByte/s não haverá diferença de desempenho entre uma solução FC e uma solução IP SAN.

Como saber que o ambiente estará dimensionado para uma conectividade IP SAN? A melhor maneira é medindo. Mas, para fins práticos, servidores de pequeno e médio porte, como blade servers e máquinas de 1U (unidade padrão de altura em rack de data centers) ou 2U, com poucos processadores, e barramentos internos limitados, são alvos ideais para o uso de IP SAN.

IP SAN, portanto, se posiciona como uma tecnologia atrativa tanto para pequenas, como para médias e grandes infra-estruturas. Enquanto nas grandes infra-estruturas as soluções IP SAN serão complementares às grandes redes FC SAN que atendem aos aplicativos mais críticos, nas médias e pequenas empresas as soluções IP SAN têm desempenho para atender ao nível de serviço de missão crítica, a um custo de conectividade muito inferior.

Rodrigo Gazzaneo é Consultor Técnico da EMC Brasil

www.emc2.com.br



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