04.02.07
WiMax: a hora da verdade
Fonte: Marcelo Rodrigues
O mercado está convencido: a tecnologia WiMax é a alternativa efetiva e de baixo custo às soluções de conectividade já existentes. Não apenas para as empresas, mas para o consumidor final também. As iniciativas para o WiMax tornar-se realidade começam de maneira independente no país. Custo-benefício, agilidade e facilidade na implementação, acrescidos de demanda significativa fazem da tecnologia a bola da vez.
Com o padrão já definido e um player como a Intel direcionando fortemente as iniciativas de implementação, o WiMax chega para mudar conceitos, democratizar o acesso à Internet, com cobertura ampliada e novas aplicações.
Sinto que, aos poucos, o Brasil sai do discurso e entra na prática. O appeal do WiMax está no seu ápice e a hora é agora. Os benefícios serão muitos, mas destaco a inclusão digital, já que não é novidade, o Brasil tem um potencial gigantesco de crescimento em banda larga. O ganho de escala nos próximos dois anos popularizará o uso.
Enxergo o WiMax como alternativa real que trará, em um futuro próximo, independência a mais de 1,2 mil municípios brasileiros que ainda não têm acesso banda larga e dependem de investimentos de empresas multinacionais, cujo objetivo principal é o retorno em curto prazo.
Por conta de sua facilidade de implementação, a tecnologia WiMax permite o desenvolvimento de mini-operadoras independentes de telecomunicações. Esse movimento me faz lembrar da década de 70, quando antes da estatização das pequenas operadoras municipais. O interesse de tráfego de voz nas cidades menores é superior a 65%, volume significativo de pessoas da mesma cidade em constante comunicação. Mais um ponto a favor do WiMax.
Ao comparar os contratos fechados agora com os que negociávamos no passado, é nítida a redução de preços. Vejo pelos “zeros” cortados nos orçamentos. Literalmente, limamos um zero na indústria de telecom. Uma ativação de cliente que antes custava US$ 10.000, hoje não sai por mais de US$ 1.000.
A oferta da Diveo em WiMax já está no mercado desde novembro de 2005, com alguns contratos já fechados e muitos em andamento. Investimos em infra-estrutura e desenvolvimento para o lançamento de uma família de soluções destinadas a empresas de todos os portes, com o objetivo de alternativa com qualidade para acesso à Internet e interligação de redes.
Estamos no projeto “Cidade Digital”, uma iniciativa da Intel, do Ministério das Comunicações e do Programa de Governo Eletrônico - Serviço de Atendimento ao Cidadão (GESAC). Por meio da implantação do WiMax, instituições sociais como postos de saúde, escolas, hospitais e delegacias entre outros, contarão com uma rede metropolitana de computadores conectados e com acesso à Internet, até mesmo em locais onde a cobertura dos serviços de telecomunicações é precária.
São localidades carentes, periféricas e que, normalmente, não atraem investimentos do setor privado. Entramos com o WiMax e seu custo efetivo, estabilidade, disponibilidade e qualidade garantida, acima do padrão encontrado no mercado.
É tecnologia de acesso à Internet disponível para crianças e adolescentes da periferia. Possível e compatível com a realidade do nosso país. Para todas as classes sociais, raças, credos, idades, profissões.
E é assim que eu finalizo meu ponto de vista, com a mesma frase que disse recentemente em um debate sobre tendências tecnológicas no qual que participei: Quem sabe um dia vou ver minha avó, lá em Cascalho Rico, uma pequena cidade no interior de Minas Gerais, falando com a minha tia, via Skype com tecnologia WiMax?
Marcelo Rodrigues é diretor de marketing e produtos da Diveo do Brasil.
www.diveo.net.br