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19.07.10
Keyloggers em páginas da internet
Fonte: vu
Como se o número de entradas keystroke logger, que recentemente chegou ao Pastebin (aplicação web que permite que seus usuários façam upload de trechos de textos) não fosse suspeito o bastante, o seu conteúdo também levanta desconfianças: ao invés do código aberto esperado, existem senhas no Facebook e Instant Messenger com informações detalhadas de usuários desavisados.
A quantidade de dados pessoais expostos publicamente é grande o suficiente para eliminar a suposição de que um invasor poderia ter postado isso manualmente. Um olhar mais profundo sobre a questão revela que este é o resultado de uma infestação maciça de keylogger, um programa de computador spyware que monitora tudo o que a vítima digita, com o objetivo de descobrir informações como senhas de banco e números de cartão de crédito.
Por que usar o Pastebin.com como um receptor de log?
Os keyloggers tradicionais utilizam abordagens clássicas de transferência de registro e enviam os pacotes de dados via e-mail ou FTP, o que aumenta drasticamente a possibilidade dos agentes da lei descobrirem quem é o invasor remoto e finalmente pegá-lo. Além disso, é fácil para um administrador de sistema localizar os dados, para não mencionar que os utilitários anti-malware geralmente permitem que os usuários saibam quando um e-mail deixa o sistema. Outras vezes, as portas de e-mail (geralmente definidas como 25, 465 ou 578) podem ser protegidas ou bloqueadas, o que deixaria o keylogger sem efeito.
É por isso que este keylogger em particular usa táticas personalizadas como depositar a saída em um local comum global via web. Em poucas palavras, o Pastebin não é igual a nenhum firewall para bloquear o tráfego, no caminho de rastreamento, não originários de endereços IP, sem identidade exposta ao lado do invasor.
O Pastebin é uma imensa plataforma colaborativa de hospedagem de milhões de linhas de código publicadas como texto simples. Ao contrário de fóruns ou redes sociais, é pouco provável que o texto publicado seja visto por outros usuários, a menos que seja especificamente procurado, mas pesquisas segmentadas vão certamente trazer os logs relevantes direto na janela do navegador.
Portanto, não só as vítimas podem obter todas as suas credenciais roubadas através do keylogger, mas também os dados recolhidos serão disponibilizados a todos os usuários da Internet. Para completar, tudo o que foi postado fica acessível para sempre - mesmo que as respectivas páginas sejam retiradas (o lado negativo de cachê de dados) - para que outras pessoas mal- intencionadas possam coletar essas informações a qualquer momento e usá-las novamente.
Um olhar mais atento em fóruns subterrâneos usados pelos criadores de malware revela uma generosa quantidade de código- fonte que pode ser integrada nos próximos tipos de keyloggers. Isso faz com que a situação seja muito mais preocupante do que uma mini-epidemia causada pelo surgimento de um único pedaço de malware - e marca o início de uma nova forma de exploração de serviços públicos e de renome, tal como aconteceu com o Twitter e os botnets (programas de computador executados automaticamente e de forma autônoma).
Parece que um dos keyloggers usando Pastebin como dropbox anônimo foi encontrado "in the wild", o que explicaria a maioria dos posts. Identificado pelo BitDefender como Trojan.Keylogger.PBin.A, o keylogger é um aplicativo de console e usa a API Pastebin para enviar a combinação de teclas interceptada em intervalos aleatórios.
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