29.10.08
Mães americanas consideram riscos WEB tão altos quanto os de dirigir embriagado, ou experimentar drogas
Fonte: vu
Cerca de dois terços das mães de adolescentes nos Estados Unidos se preocupam tanto ou mais com a segurança dos seus filhos adolescentes na Internet (emails ameaçadores ou propostas de fraudadores e de assédios sexuais na Internet) quanto com a direção sob efeito de álcool (62%) e com experiências com drogas (65%), de acordo com recente pesquisa divulgada pela McAfee, Inc. Este temor foi revelado pelo estudo da McAfee, o qual aponta que 52% dos adolescentes já divulgaram informações pessoais a indivíduos da Internet que não conhecem no mundo real, e 34% das adolescentes forneceram a desconhecidos fotografias ou descrições físicas de si mesmas.
O maior obstáculo enfrentado pelas mães é controlar o que seus filhos fazem na Internet, pois 32% deles afirmaram que limpam o histórico do navegador quando acabam de usar o computador, e 16% criaram endereços de email particulares ou perfis em sites de relacionamento para esconder dos seus pais o que fazem na Web. "Como pai de três filhos, é certo que me preocupo com o que eles possam fazer ou encontrar na Internet”, afirma Dave DeWalt, presidente e CEO da McAfee. "Embora tenhamos progredido no combate aos perigos on-line na última década, eles continuam muito reais para os nossos filhos. A conscientização é parte fundamental da Iniciativa de Combate ao Cibercrime da McAfee, anunciada na última semana, porque sabemos que pais bem-informados significam filhos mais seguros na Internet", enfatiza o executivo.
A pesquisa encomendada pela McAfee foi conduzida nos Estados Unidos pela Harris Interactive®, que entrevistou mais de mil mães de adolescentes entre 13 e 17 anos de idade que usam a Internet e os próprios adolescentes internautas entre 13 e 17 anos de idade, apurou muitas informações sobre os medos das mães e os comportamentos dos adolescentes na Internet. Cinqüenta e oito por cento delas não acreditam que o governo está fazendo o suficiente para manter a segurança das crianças na Internet. Elas também não consideram mais os quartos dos seus filhos um lugar seguro – 44% afirmaram que se preocupam com a segurança dos seus filhos adolescentes quando estão sozinhos nos seus quartos, e cerca de uma em cada quatro (24%) se preocupa mais com o que seus filhos fazem na Internet do que com o que fazem quando estão fora de casa. Quando se trata do comportamento dos seus filhos adolescentes na Internet, a divulgação de muitas informações pessoais é uma grande preocupação para 58% das mães.
As mães estão se iludindo com o que seus filhos fazem na Internet?
De acordo com o estudo, a resposta é um incontestável "sim". A pesquisa da McAfee concluiu que 72% das mães têm um acordo verbal com seus filhos adolescentes – ou seja, uma conversa sobre o que é permitido e o que é proibido on-line – e 48% admitiram que nem sempre sabem o que seus filhos fazem na Internet. Entrevistando os adolescentes, a McAfee descobriu que a realidade é que muitos deles estão formando uma teia de operações evasivas para evitar a supervisão dos seus pais, além de estarem potencialmente expondo a si mesmos e a outras pessoas aos riscos da Internet.
- 63% dos adolescentes afirmaram que sabem como esconder dos seus pais o que fazem na Internet. Quarenta e três por cento fecham ou minimizam o navegador ao ouvir seus pais se aproximando, 32% limpam o histórico quando terminam de usar o computador, 16% criaram endereços de email particulares ou perfis em sites de relacionamento e 11% desbloquearam ou desativaram os controles de filtragem.
- 52% dos adolescentes divulgaram informações pessoais na Internet para pessoas que não conhecem no mundo real, inclusive fotos pessoais e/ou descrições físicas de si mesmos (24%). Em relação aos meninos, pouco mais que o dobro de meninas adolescentes enviaram fotos ou descrições físicas de si mesmas na Internet (34% de meninas contra 15% de meninos).
- 20% dos adolescentes já se envolveram em comportamento de ameaça virtual, inclusive publicando informações mal-intencionadas ou prejudiciais, ou fotos constrangedoras, espalhando boatos, publicando comunicações privadas, enviando emails anônimos ou pregando peças virtuais em alguém.
- 9% dos adolescentes já usaram a Internet para colar na escola.
Portanto, até onde as mães irão para controlar as atividades dos seus filhos adolescentes na Internet? Para controlar o que seus adolescentes fazem on-line, um quarto (26%) das mães afirmaram que se uniram e "fizeram amizade" com seus filhos em sites de relacionamento, mas muitas mães monitoram seus filhos em segredo. Cinqüenta e nove por cento afirmaram que verificam o histórico de navegação dos seus filhos quando eles terminam de usar a Internet, e 15% usam um software para monitorar o que seus filhos fazem na Internet.
Muitos adolescentes ficariam surpresos com essas táticas clandestinas. Um quarto (24%) ficaria chocado, um em cada cinco (19%) ficaria magoado e 34% se sentiriam ofendidos se descobrissem que suas mães, como Lynette, uma mãe do seriado "Desperate Housewives", estariam controlando o que eles fazem na Internet sem seu conhecimento ou permissão.
Primeira Mãe Chefe de Segurança Virtual
O estudo marca uma nova iniciativa educativa da McAfee para ajudar as mães a atualizarem-se sobre os mais recentes perigos da Internet e a ensinarem seus filhos a manterem-se seguros no ambiente virtual. Reconhecendo que a educação é pelo menos tão importante quanto a tecnologia, a McAfee contará com Parry Aftab, especialista em segurança na Internet, advogada e escritora do livro “Consultor Familiar de Segurança na Internet”, e anuncia a indicação de Tracy Mooney, mãe de três filhos em Chicago, como primeira Mãe Chefe de Segurança Virtual do mercado.
"Às vezes eu me surpreendo tentando acompanhar todas as coisas novas que os meus filhos estão fazendo na Internet", comenta Mooney. "Há muita informação por aí e os pais precisam saber onde procurá-la. As crianças sempre querem quebrar as regras e ampliar os limites e é necessário dar a elas seu espaço e sua privacidade. Para mim, o que funciona é agir antes que aconteça e ensiná-las como comportar-se de maneira responsável e segura na Internet, assim como é preciso ensiná-las a se comportar no mundo real", diz.
Ao escrever como “de mãe para mãe”, Mooney, que recentemente participou da "Experiência S.P.A.M." da McAfee, oferecerá informações e conselhos fáceis de entender às mães preocupadas, na sua página www.mcafee.com/mom. Ela também se reunirá com outras mães e importantes órgãos públicos e de mercado para debater a segurança virtual em escolas e comunidades.
"Pela minha própria experiência como mãe de três filhos, que têm 17, 12 e 4 anos de idade e usam freqüentemente a Internet, eu sei como é fácil para as crianças correrem perigo on-line", afirma Mooney. "No ano passado, descobri que meu filho estava recebendo mensagens ameaçadoras. Essa experiência me incentivou a aprender mais sobre tudo o que eu preciso saber como mãe para manter meus filhos em segurança", conta.
Para saber como estabelecer um diálogo entre pais e filhos sobre a segurança na Internet, os pais podem baixar o livro virtual “McAfee's 10 Step Internet Safety Plan” (plano de 10 etapas da McAfee para segurança na Internet), em português, no site da McAfee: http://br.mcafee.com ou www.mcafee.com/advice .
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