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10.04.08
Mais de 162 Mil Cópias piratas na América Latina e Europa
Fonte: vu
Após vários meses de investigações da INTERPOL e departamentos de polícia e justiça, apoiados pela Microsoft e um grupo de empresas do setor, comemorou-se hoje o Dia Internacional do Jogo Limpo. As buscas contra organizações de pirataria de software foram realizadas em 14 países da América Latina (Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, El Salvador, Guatemala, Honduras, México, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana e Uruguai) e em dois países europeus (Espanha e Portugal) e, como resultado da operação, foram confiscadas mais de 162 mil cópias falsificadas de software avaliadas em US$ 18,2 milhões.
Os programas de software pirata pré-instalados ou falsificados encontrados nesses países continham versões falsificadas dos produtos mais populares da Microsoft, entre os quais, o Windows Vista e o Microsoft Office. Também foram descobertas instalações onde se produziam réplicas de CDs de produtos Microsoft falsificados que eram vendidas a clientes de todo o mundo. Um grupo de falsificadores no Paraguai, que utilizava a Internet para exportar software ilegalmente para países da América Latina e Espanha, também foi descoberto nas investigações. "Os criminosos que estão por trás das redes de falsificação são organizados, espertos e estão dispostos a gastar grandes quantias no desenvolvimento de produtos falsificados, para depois distribuí-los em mercados do mundo todo", afirmou John Newton, gerente do projeto Intellectual Property Crime (Crimes contra a Propriedade Intelectual) da INTERPOL. "Pirataria é crime, isso é fato; é imprescindível que coordenemos nossos esforços em todo o mundo a fim de desmantelar as redes criminosas e acabar com essas atividades ilegais". Nesse contexto, as autoridades e os especialistas forenses identificaram um grande número de indivíduos que pré-instalam ilegalmente produtos Microsoft não licenciados em computadores montados. Enquanto isso, no México, um montador que instalava ilegalmente produtos Microsoft sem as respectivas licenças foi condenado à prisão. Em Portugal, foram abertas seis ações judiciais. No Brasil as investigações estão focadas em cinco regiões do país. Segundo Eduardo Paranhos, consultor jurídico da Microsoft Brasil, a empresa apoiará ações de combate a comercialização de softwares não originais. "Além de apoiar investigações, temos trabalhado para conscientizar nossos clientes sobre os riscos associados à compra de produtos falsificados e as vantagens de adquirir software genuíno por meio dos canais adequados". As investigações dessas organizações criminosas, consideradas umas das maiores na América Latina, foram apoiadas por Michael Mogensen, diretor de Investigações da Microsoft para a região. As investigações também contaram com o apoio de parceiros da companhia. "As ações e campanhas da empresa, coordenadas com instâncias governamentais e associações e entidades, representam uma importante iniciativa voltada a proteger os direitos de propriedade intelectual", afirmou Mogensen. Campanha de conscientização Com o objetivo de conscientizar os montadores de computadores sobre os problemas da falsificação e riscos de se vender software não original, Juan Hardoy, diretor antipirataria da Microsoft América Latina, explicou a importância de dar continuidade e fortalecer os programas educacionais com uma engenharia mais forte. "Nos últimos três anos, temos trabalhado para aprimorar nossas iniciativas educacionais e ações antipirataria com soluções tecnológicas mais eficazes, por meio de nosso programa de Vantagens do Windows Original (WGA)", comentou Hardoy. O programa WGA inclui características de produtos para proteger a propriedade intelectual dos clientes e alertá-los sobre a presença de software não licenciado, o que permite validar remotamente seus softwares para verificar se são originais. Segundo o executivo, essa mudança foi conseguida graças ao retorno dos clientes e parceiros, que há quase um ano vêm apoiando e demonstrando interesse nesse plano geral. Mais proteção contra produtos falsificados Os clientes desejam um software original de alta qualidade, no entanto, as cópias piratas freqüentemente contêm código malicioso ou malwares e não funcionam de maneira adequada, o que implica riscos devido a possíveis violações de segurança e perda de dados empresariais, danos à reputação e custos com recuperação de dados. A Business Software Alliance (BSA) compromete-se em proteger a propriedade intelectual de seus clientes e parceiros na região, contribuindo com as investigações de fabricantes e fornecedores de software falsificado. "Neste ano, intensificamos nossos esforços para protegê-los dando mais enfoque ao cumprimento das leis", afirmou Montserrat Duran, diretora de Assuntos Legais da BSA na América Latina, organização voltada a promover um mundo digital seguro e legal. Segundo um documento técnico elaborado pelo IDC, em outubro de 2006, e patrocinado pela Microsoft, a aquisição e a utilização de chaves de produto falsificadas, software não original, geradores de chaves e ferramentas de decodificação para o Windows XP e para o sistema Microsoft Office podem aumentar o risco de exposição a vírus, worms e códigos indesejados, incluindo spywares, Cavalos de Tróia e códigos modificados. O documento está disponível em inglês para consulta em www.microsoft.com/athome/security/update/wga/default.mspx. O custo da pirataria Em nível global, a pirataria rouba da indústria de software quase U$40 bilhões ao ano. Mas as perdas de faturamento da indústria são apenas o começo, já que o quarto estudo anual sobre a pirataria mundial de software (maio de 2007), conduzido pela BSA e IDC, mostrou que as taxas de pirataria no ano de 2006 foram de 35%. Segundo o estudo, se essa taxa diminuísse apenas 10% ao longo de quatro anos, seriam gerados 2.4 milhões de novos empregos, U$400 em crescimento econômico e US$67 bilhões em geração de impostos para a economia mundial. Apenas nos últimos 18 meses, os agentes policiais do mundo todo confiscaram mais de 914.177 unidades de softwares Microsoft falsificados. Segundo o mesmo estudo a América Latina é a região que registrou o menor nível de avanço contra a pirataria de software no mundo. Comparando os dados de 2005 com 2006 houve uma redução de 68% para 66%. A Iniciativa de Software Original de Microsoft Microsoft lançou a iniciativa de Software Original em 2006, e tem intensificado seus esforços para proteger aos clientes e parceiros contra os riscos dos softwares falsificados por meio de um maior enfoque na educação, engenharia e ações legais. Mais informações sobre a iniciativa de Software Original da Microsoft estão disponíveis no endereço http://www.microsoft.com/latam/genuino ou http://www.microsoft.com/genuine/About.aspx?displaylang=pt-br.
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