29.01.09

McAfee apresenta estudo sobre economias desprotegidas

Fonte: vu

A McAfee anunciou no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, as conclusões do primeiro estudo sobre a segurança da informação de economias globalizadas. No relatório "Economias Desprotegidas: Proteção de Informações Vitais" , especialistas em segurança e decisores seniores de TI de todo o mundo alertaram que a recessão está colocando em risco as informações corporativas, numa escala jamais vista.

Pesquisadores da Purdue University''s Center for Education and Research in Information Assurance and Security (CERIAS) examinaram as respostas de
mais de 800 CIOs nos Estados Unidos, no Reino Unido, na Alemanha, no Japão, na China, na Índia, no Brasil e em Dubai. A pesquisa examinou de onde se originam informações vitais como as de propriedade intelectual,
onde elas são armazenadas mundialmente e como elas são transferidas ou perdidas.

As empresas pesquisadas estimaram uma perda conjunta de US$ 4,6 bilhões de dólares em propriedade intelectual apenas no ano passado e o gasto aproximado de US$ 600 milhões no reparo dos danos causados pela violação
de dados. Com base nesses números, a McAfee avalia que companhias em todo o mundo perderam mais de US$ 1 trilhão de dólares em 2008.

"As empresas subestimam demais a perda e o valor de sua propriedade intelectual" , alega Eugene Spafford, professor de Ciência da Computação da Purdue University e diretor executivo do CERIAS. "Assim como o ouro, o diamante ou o petróleo, a propriedade intelectual é uma
moeda de troca internacional e seu roubo pode causar um sério impacto econômico", ressalta.

"De acordo com as descobertas do estudo, o prejuízo mundial de US$ 1 trilhão de dólares causado pela perda de dados pode ser considerado uma estimativa conservadora", afirma Dave DeWalt, CEO e presidente da
McAfee. "Este relatório deve servir de alerta, pois a atual crise econômica está pronta para criar uma sobrecarga mundial nas informações vitais. A crescente pressão corporativa para que haja redução e/ou corte
de gastos tornaram as defesas mais permeáveis, aumentando a oportunidade para os atos criminosos. As organizações precisam considerar a segurança
não como um centro de custo, mas como um viabilizador de negócios" , acrescenta o executivo.

O relatório "Economias Desprotegidas" da McAfee sugere que a capacidade de armazenar propriedade intelectual de forma segura é o principal catalisador dos investimentos em segurança no Brasil, no Japão e na China. Sessenta por cento (60%) dos participantes chineses citaram >
"armazenamento mais seguro" como o motivo para armazenar a propriedade intelectual e outras informações confidenciais fora do próprio país.

Principais descobertas:

Recessão coloca propriedade intelectual em risco
As organizações estão nitidamente preocupadas com a crise financeira global e seu impacto sobre a segurança de informações vitais, como, por exemplo, a propriedade intelectual. Trinta e nove por cento (39%) dos participantes da pesquisa acreditam que tais informações se tornaram mais vulneráveis no ambiente econômico atual.


Comprometimento com informações importantes varia muito
As empresas de países em desenvolvimento estão mais motivadas e gastam mais com proteção da propriedade intelectual do que suas contrapartes ocidentais. O Brasil, a China e a Índia investem mais em segurança do que a Alemanha, o Reino Unido, os EUA e o Japão. Setenta e quatro por cento (74%) dos chineses e sessenta e oito por cento (68%) dos indianos consultados investiram na segurança de propriedade intelectual, visando obter vantagem competitiva.

Agora, propriedade intelectual é moeda internacional
Cada vez mais, os cibercriminosos se concentram na propriedade intelectual, e os especialistas dizem que houve um aumento na quantidade de invasões de dados corporativos por parte de gangues da máfia de
cibercriminosos. Tais criminosos estão aumentando os ataques aos executivos, utilizando sofisticadas técnicas de phishing. A maior preocupação de trinta e nove por cento (39%) dos pesquisados é proteger sua propriedade intelectual contra ladrões externos de dados.

Funcionários roubam propriedade intelectual para obter ganho financeiro e vantagens competitivas

Um número crescente de funcionários economicamente desfavorecidos tem usado seu acesso aos dados corporativos para se apropriar indevidamente de informações confidenciais. Com o prolongamento da recessão global e o desemprego, candidatos desesperados por empregos ou "mulas virtuais"roubam dados corporativos valiosos, talvez cobiçados por potenciais futuros empregados, para se valorizarem no mercado. Quarenta e dois por cento (42%) dos participantes disseram que ex-funcionários foram a maior ameaça às informações importantes.

Ameaças regionais à propriedade intelectual
Percepções geopolíticas têm influenciado a realidade da política de dados.
A China, o Paquistão e a Rússia foram identificados pelas empresas pesquisadas como zonas problemáticas por diversos motivos legais, culturais e econômicos. Vinte e seis por cento (26%) dos consultados evitaram o armazenamento de propriedade intelectual na China. Além disso, quarenta e sete por cento (47%) dos participantes chineses acreditam que os EUA representam a maior ameaça à propriedade intelectual.Finalmente, o relatório recomenda práticas ideais para a proteção de bens digitais valiosos, visando não apenas à sobrevivência, mas à prosperidade nestes tempos difíceis.



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