16.04.09

Pesquisa da McAfee: A presença de carbono no spam

Fonte: vu

McAfee anuncia as descobertas de seu estudo "A presença de carbono no spam", revelando que as mensagens indesejadas conhecidas como spam não são apenas um incômodo, já que impactam negativamente o meio-ambiente e contribuem substancialmente para emissões de gás estufa (também conhecido como GHG ou greenhouse-gas).

No levantamento encomendado pela McAfee, pesquisadores independentes de alterações climáticas e especialistas em spam do ICF International calcularam que a energia anual usada no mundo todo para transmitir, processar e filtrar spam totaliza 33 bilhões de kilowatts/hora (kWh), ou 33 terawatts/hora (TWh). Isso equivale à eletricidade usada em 2,4 milhões de casas, com as mesmas emissões de GHG que 3,1 milhões de carros de passeio usando 2 bilhões de galões de gasolina.

"À medida que o mundo enfrenta o crescente problema de mudança climática, esse estudo destaca que o spam tem um imenso impacto financeiro, pessoal e ambiental para as empresas e as pessoas", diz Jeff Green, vice-presidente sênior de desenvolvimento de produtos do McAfee Avert Labs. "A interrupção do spam na sua fonte e o investimento em uma tecnologia antisspam de ponta irão poupar tempo e dinheiro, além de pagar os dividendos com o planeta por meio da redução de emissões de gás carbônico", acrescenta o executivo.

Um dia sem spam


No final de 2008, a McColo, uma grande fonte de spam on-line, foi colocada off-line e o volume de spam global diminuiu 70%. A energia poupada antes que os remetentes de spam desenvolvessem sua capacidade de emissão chegou ao equivalente a 2,2 milhões de carros fora das ruas naquele dia, comparados aos 62 trilhões de emails de spam que são enviados por ano.

Conclusões da pesquisa

O estudo "A presença de carbono no spam" observou a energia gasta para criar, armazenar, visualizar e filtrar spams em 11 países além dos Estados Unidos, incluindo Alemanha, Austrália, Brasil, Canadá, China, Espanha, França, Índia, Japão, México e Reino Unido. A pesquisa correlacionou a eletricidade gasta com o spam à presença de carbono, desde que os resíduos de petróleo são, de longe, a maior fonte de eletricidade no mundo atualmente. Como as emissões não podem ser isoladas a um país, foram medidas as conclusões de modo a obter o impacto global.

Principais conclusões do estudo "A presença de carbono do spam":

* A emissão média de GHG associada a uma única mensagem de spam é de 0,3 grama de CO². Isso equivale a dirigir um carro por 1 metro; mas quando multiplicado pelo volume anual do spam, equivale a dirigir em torno do planeta 1,6 milhão de vezes.

* Grande parte do consumo de energia associado ao spam (quase 80%) é proveniente de usuários finais que excluem o spam e buscam pelo email legítimo (falsos positivos). A filtragem de spam é responsável por apenas 16% do uso de energia relacionado ao spam.

* A filtragem de spam poupa 135 TWh de eletricidade por ano, o que equivale a remover das ruas 13 milhões de carros.

* Se todas as caixas de entrada fossem protegidas por um filtro de spam de alta tecnologia, as empresas e as pessoas poderiam reduzir a energia do spam de hoje em 75% ou 25 TWh por ano, o equivalente a 2,3 milhões de carros fora das ruas.

* Os países com maior conectividade à Internet e usuários, como os Estados Unidos e a Índia, tendem a ter emissões proporcionalmente mais altas por usuários de email. Os Estados Unidos, por exemplo, tiveram emissões 38 vezes maiores que a Espanha.

* Enquanto o Canadá, a China, o Brasil, a Índia, os Estados Unidos e o Reino Unido tiveram um uso de energia similar de spam por país, a Austrália, a Alemanha, a França, o México e a Espanha tendem a ser 10% mais baixos. A Espanha apresentou o índice mais baixo, com a menor quantidade de email de spam recebido e a menor quantidade de uso de energia de spam por usuário de email.



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