07.11.08

Virtualização facilita mudança de sede da Sonda Procwork

Fonte: vu

A Sonda Procwork adotou a virtualização dos servidores para reduzir os custos do data center, otimizar o uso de hardware e também facilitar a mudança de seu hosting para uma nova sede em Tamboré, SP. Todo o processo foi possível com o apoio da Strattus Software, que demonstrou as vantagens da tecnologia e deu consultoria especializada para que a virtualização fosse implementada sem riscos.

A integradora chilena conta com um Data Center de grande porte, com cerca de 250 servidores, que atende suas demandas de sistemas digitais, seja para uso interno, seja para fornecer a estrutura de desenvolvimento necessária para sua fábrica de software, que cria e testa sistemas para seus clientes. No Data Center estão servidores que dão suporte ao trabalho de mais de 6 mil colaboradores, para uso de correio eletrônico, administração das horas de serviço prestadas para clientes, controle de despesas e outros serviços. Esse Data Center está localizado na sede da empresa na R. Dom Aguirre, Jardim Marajoara, zona sul de São Paulo. Todo o ambiente de desenvolvimento, testes e homologação também está localizado no Data Center da Sonda Procwork.

Segundo Eduardo Vale, gerente de infra-estrutura de TI da Sonda Procwork, haverá um processo de mudança das instalações do Datacenter da empresa para uma outra localização que está em construção em Santana do Parnaíba (SP), que abrigará as áreas de desenvolvimento, suporte e outsourcing, e esse foi o fator decisivo para que a Sonda Procwork incluísse a virtualização entre suas prioridades. “Nós precisamos diminuir a quantidade de servidores físicos para facilitar nossa mudança\\\", explica Eduardo Vale. Quanto a essa mudança, a Sonda Procwork tem de levar em conta dois fatores essenciais: o custo do transporte físico de dezenas de máquinas e a segurança dessa operação.

“Quando se vai transportar um Data Center inteiro, é preciso contratar não só a mudança, mas também uma escolta armada e seguro do material que está sendo transportado", diz Eduardo Vale, "porque não se trata apenas do valor dos equipamentos e dados da nossa empresa, mas também informações essenciais e sigilosas dos nossos clientes, e tudo isso significa um custo extremamente elevado".

Assim, a virtualização dos servidores significaria simplificar muito o processo de mudança, porque eles se tornam arquivos digitais, que podem ser transportados no formato de mídias magnéticas ou ópticas, de forma muito mais segura, prática e econômica.

A Escolha da Solução

Segundo Eduardo Vale, devido à criticidade dos servidores que a Sonda Procwork pretendia virtualizar, era necessário garantir que o processo iria ocorrer sem colocar em risco os sistemas da própria empresa e os utilizados para prestar serviços para os clientes. “Para nós tudo é crítico. Se um servidor que está sendo utilizado no desenvolvimento de um sistema parar, podemos perder a data de entrega do serviço com a qual nos comprometemos”, argumenta Eduardo Vale. Isso fez com que a empresa procurasse se precaver de todas as formas para implementar a virtualização, e nisso contou com o apoio da Strattus Software.

“A Strattus Software teve um papel decisivo para a Sonda Procwork nesse processo de virtualização, nos apoiando muito na nossa tomada de decisão, mostrando exemplos práticos dos benefícios que teríamos com essa tecnologia\\\", diz Eduardo Vale. Além de esclarecer dúvidas e oferecer a tecnologia para testes, a Strattus também ofereceu um pós-venda completo para fazer os ajustes necessários, para melhorar performance e extrair o máximo da virtualização.

Implementação

O primeiro servidor a ser virtualizado foi uma máquina dedicada ao desenvolvimento de sistemas internos, conta Eduardo Vale, que serviu como teste inicial da tecnologia. Em seguida, foi virtualizado um servidor de DNS secundário, para avaliar o desempenho. Depois de um mês em funcionamento, sem problemas, a Sonda Procwork sentiu-se segura para estender a virtualização para seus servidores críticos. “O caso do servidor de DNS nos chamou a atenção porque era uma máquina um pouco problemática, para a qual estávamos considerando reinstalar o sistema operacional, e quando a copiamos para um servidor virtual, ela passou a funcionar perfeitamente\\\", conta Eduardo Vale. O hardware anterior, como se verificou posteriormente, não tinha problema algum, o problema era provavelmente algum detalhe de configuração que não afetou o servidor virtualizado.

Os testes para virtualização aconteceram no início do ano, e agora o processo de adoção da tecnologia está em pleno andamento. Os critérios para virtualizar máquinas levam em consideração fatores como velocidade e disponibilidade, de modo que os servidores que forem migrados devem pelo menos manter o desempenho que teriam se estivessem instalados em máquinas físicas. “Por exemplo, um banco de dados com alta utilização pode não ser um bom candidato para virtualização, no nosso caso”, explica Vale. Segundo ele, essa é uma avaliação feita caso a caso.

Resultados e Benefícios

Até agora, 25 servidores foram virtualizados, entre eles vários servidores essenciais para o funcionamento da Sonda Procwork, como o sistema de pagamentos de colaboradores. Hoje esse servidor está virtualizado em uma máquina física com altíssimo nível de segurança, com sistemas RAID nos discos, fontes redundantes, em cluster, recursos para garantir a mais elevada disponibilidade.

A virtualização também chegou à fábrica de software da Sonda Procwork. “Hoje nós contamos com diversos ‘templates’ de máquinas pré-configurados", diz Eduardo Vale, "então se um cliente tem um determinado ambiente, em vez de termos de instalar uma máquina física idêntica, com determinada configuração eparametrização, para realizar o desenvolvimento, nós simplesmente colocamos em funcionamento uma máquina virtual que irá reproduzir exatamente aquele ambiente”. Em 20 minutos, a Sonda Procwork dispõe de uma máquina virtual para carregar os dados do cliente e iniciar o desenvolvimento, algo que poderia demorar dois a três dias para ser feito em máquinas físicas, com toda a instalação de sistema operacional, aplicativos e outros softwares necessários. "Tudo isso tem o objetivo de atender mais rapidamente o cliente", explica Vale.

A virtualização de servidores na Sonda Procwork envolveu também a compra de novo hardware, para abrigar os sistemas em equipamentos de alta capacidade e confiabilidade. A empresa pretende virtualizar de 50% a 60% do Data Center, que hoje tem 247 servidores em funcionamento. Além das licenças de VMware, a Sonda Procwork também adquiriu o Virtual Center, sistema de gerenciamento de servidores virtuais, para uma administração mais analítica.

O processo de virtualização está sendo feito em paralelo com o cronograma da mudança do Data Center para a nova sede - à medida que novos equipamentos chegam, mais servidores são virtualizados até o limite da capacidade das novas máquinas, então mais máquinas serão instaladas e assim por diante. Dentro do planejamento da Sonda Procwork, em outubro chegarão mais equipamentos e serão adquiridas mais licenças de virtualização. A data prevista para a transferência do Data Center é março de 2010, se não houver mudanças de planos. As máquinas liberadas pela virtualização estão sendo aproveitadas para uso geral, como desktop, por exemplo.

Outras vantagens do ponto de vista das instalações físicas também foram levadas em conta, como uma menor ocupação do espaço do Data Center, redução do consumo de energia elétrica e redução da demanda por ar condicionado. Outro fator positivo é o melhor aproveitamento da capacidade de hardware: “Hoje quando se compra uma máquina para atuar como servidor, normalmente se prevê um equipamento superdimensionado, então é comum haver equipamentos funcionando a 4%, 5% da sua capacidade de processamento, memória e disco, o que é um grande desperdício", comenta Eduardo Vale, "já com a virtualização é possível equilibrar melhor a carga entre as necessidades de cada servidor e fazer um uso mais racional do hardware, com toda a segurança".

Virtualização, uma tendência irreversível

Segundo Eduardo Vale, embora sua responsabilidade seja com a infra-estrutura interna da Sonda Procwork, ele tem sido bastante consultado pelos clientes a respeito das vantagens da tecnologia de virtualização, que ele tem recomendado em diversas situações. “A gente acaba recomendando VMware, porque traz soluções simples e efetivas para você”, diz Vale, “contanto, é claro, que se tenha um projeto bem desenvolvido, para prevenir problemas”. Ele alerta que um projeto mal planejado pode ser catastrófico, não importa qual produto se esteja usando: “Sem projeto você não faz nada”, afirma.

Para o executivo a virtualização é um processo pelo qual as empresas terão invariavelmente de passar. "Elas estão buscando a redução de custos, diante do cenário global, então uma das formas de obter isso em TI é virtualizar, é ter um data center com menos espaço, menos consumo de energia e menos ar-condicionado”. Ele considera que a virtualização também significa a redução do tempo de sistemas parados, graças a um modelo de recuperação de desastres rápido e prático, de investimentos em hardware e, de modo geral, do custo total de propriedade.



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