03.02.10

Axis lança primeira câmera IP do mundo que usa calor em vez de luz para formar imagens

Fonte: vu

Para que nunca falte segurança, mesmo que falte luz, a fabricante sueca Axis Communications anuncia o lançamento da Axis Q1910, primeira câmera IP do mundo capaz de driblar ausência total de iluminação, excesso de poeira ou neblina para gerar imagens com clareza. O segredo é a tecnologia de detecção térmica que, em vez da luz, usa o calor para “enxergar” pessoas, objetos e veículos.

Com alta sensibilidade térmica, a Axis Q1910 constrói imagens a partir das diferenças de irradiação emitida por qualquer corpo – animado ou não. A tecnologia, até agora restrita a aplicações militares e equipamentos de combate a incêndio, foi incorporada ao portfólio da Axis.

“Vai ser muito útil para sistemas de segurança profissionais, como espaços públicos, fábricas, ferrovias, estradas e portos”, diz a brasileira Alessandra Faria, diretora regional da Axis para a América do Sul.

“É a primeira câmera térmica 100% IP no mercado, o que quer dizer que ela tem um custo-benefício muito melhor e uma instalação bem mais prática que as analógicas”, completa Faria.

Nova tendência e popularização


Ao introduzir tecnologia IP nas câmeras térmicas e, como conseqüência, reduzir o custo de produção, a Axis aposta que a solução ganhará popularidade. “Já massificamos o uso das câmeras IP, inventadas por nós em 1996, e estamos estabelecendo o HDTV como padrão de mercado. Com as câmeras térmicas a um preço muito mais acessível, vamos ditar tendência mais uma vez”, diz Alessandra Faria.

“Vamos trazer o patamar de preço das câmeras térmicas, atualmente por volta de 15 mil dólares, para a metade, o que aumentará as possibilidades de monitoramento para as empresas e abrirá um novo mercado no ramo de segurança por vídeo”, explica a executiva.

Vantagens por ser IP


Fabricada para trabalhar em rede – daí a denominação IP (Internet Protocol), a Axis Q1910 vem pronta para transmitir via Web as imagens geradas através do calor. Com um computador conectado à Internet, é possível assistir com clareza ao que acontece no ambiente monitorado, independente da quantidade de luz do local.
Os recursos de vídeo inteligente são outra vantagem da câmera IP, que avisa assim que alguém tentar danificar ou obstruir o aparelho. Há, ainda, detecção de movimento e de áudio, e caso ocorra alguma anormalidade, é possível programar a câmera para enviar notificação por e-mail ou salvar as imagens em algum endereço de FTP, HTTP, ou mesmo no cartão SD disponível na própria câmera.
A câmera também aceita a instalação de outros softwares em sua memória para implantação de funcionalidades adicionais.

Com canal de áudio bidirecional, a câmera IP permite à central de controle se comunicar com os visitantes (ou intrusos) no ambiente monitorado. O som ambiente também pode ser gravado.

E para quê uma câmera térmica?


E para que serve uma câmera térmica, se existem iluminadores de luz branca e infravermelha e lentes específicas para situações noturnas? “Simples: os iluminadores consomem energia elétrica, e em algumas situações é impossível ou indesejável instalá-los”, explica Sergio Fukushima, gerente-técnico da Axis para a América do Sul.

Iluminadores artificiais geram, ainda, áreas de sombra, que são pontos cegos para as câmeras convencionais e podem servir de esconderijo para criminosos bem treinados. “Para as câmeras térmicas, essa limitação não existe”, diz Fukushima.

“Já as câmeras noturnas são bastante recomendadas para muitas situações, exceto àquelas em que haja breu total. Por mais sensíveis que sejam, as câmeras convencionais sempre precisarão de um pouco de luz”, diz Fukushima.

Em tempos de preocupação ambiental, as câmeras térmicas são, ainda, opções mais sustentáveis e ecologicamente corretas: elas dispensam luz e, por consequência, exigem menos energia elétrica.
A câmera Q1910 chega ao Brasil em março de 2010 e custará a partir de 7 500 dólares.

Ficha técnica e fotos em alta resolução


A primeira câmera térmica IP do mundo sai em duas versões: Q1910 e Q1910-E, para ambientes externos e proteção em alumínio. Ambas são alimentas via PoE (Power over Ethernet), que dispensa tomadas e instalações elétricas – a energia é via cabo de rede. Gravam em formato H.264 e Motion JPEG.
Preço sugerido: 7 500 dólares



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