24.06.10
Reconhecimento facial inibe crimes de uniforme e reforça segurança nas grandes cidades
Fonte: vu
Inédito no Brasil e no mundo, Control Face é o único com tecnologia para reconhecer a face em qualquer lugar com qualquer exposição de luz, mesmo com a intensa luz do sol.

A violência urbana é um dos principais temores da sociedade brasileira, atualmente. Segundo levantamento do Ministério da Justiça divulgado na 1ª Conferência Nacional de Segurança Pública, realizada em Brasília (DF), em agosto de 2009, a segurança está entre as três maiores preocupações da população.
De acordo com dados da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica - ABINEE, o mercado do segmento de equipamentos segurança eletrônica movimentou no Brasil, em 2008, cerca de R$ 400 milhões. Incluindo integradores e serviços, chegou a cerca de R$ 2,5 bilhões. Estimativas do setor, feitas antes da instalação da crise mundial, apontavam para um crescimento de 16% ao ano, até 2012. O setor de segurança patrimonial tem 1.300 empresas registradas e emprega 500 mil vigilantes no Brasil. Em 2009, existiam oito mil empresas de monitoramento eletrônico. São mais de 500 mil imóveis monitorados e 19 regiões metropolitanas concentram 80% destes serviços, são 276 cidades com 100 mil e 36 com mais de 500 mil habitantes.
Mesmo com todo este arsenal, as grandes cidades não ficaram livres da violência. Em Belo Horizonte (MG), por exemplo, a terceira capital do país em número de habitantes, e ainda considerada uma cidade tranqüila para se viver, o número de homicídios aumentou consideravelmente entre 1993 e 2002, segundo dados de especialistas em segurança urbana. A capital mineira saltou de 13,4 homicídios registrados em 1993 para 49,2 em 2002, passando de um patamar baixo de violência em comparação com outras metrópoles brasileiras (23ª posição em 1993) para uma posição intermediária no ranking (11ª em 2002).
Homicídios, roubos, seqüestros e assaltos a casas e condomínios, entre outros, estão entre as situações que mais atingem os moradores das grandes cidades. Neste último caso, em 90% das ocorrências, os bandidos entram pela porta da frente, muitas vezes disfarçados de prestadores de serviços que entregam pizza, encomendas, medicamentos, entre outros produtos.
O Control Face
Entre os responsáveis pelo aumento da violência no Brasil estão os chamados ‘crimes de uniforme’, praticados por bandidos disfarçados de prestadores de serviços, usando uniformes de empresas que fazem entregas de produtos em residências ou organizações. Estes crimes, antes restritos à classe A, migraram para as classes B e C, e evoluem em técnica e eficiência à medida que a tecnologia também evolui neste segmento.
Não existe um método eficaz para verificar disfarces de pessoas e a biometria facial é dominada por poucos. Em lugares abertos, sem controle de luz, não existe produto comercial. Os mecanismos de controle de acesso que existem baseiam-se apenas em cadastros locais e na conferência visual do indivíduo que está querendo entrar.
Para preencher esta lacuna de mercado, a Control K, empresa com sede em Belo Horizonte (MG), criou o Control Face, sistema de reconhecimento facial inédito no Brasil e no mundo por ser o único produto com tecnologia para reconhecer a face com qualquer exposição de luz, mesmo com a forte luz do sol, ou no escuro, sendo o único hoje em escala comercial.
De acordo com o empresário Eduardo Assumpção, presidente do Grupo Damone, onde a Control K está incubada, o principal diferencial do projeto é aliar uma tecnologia inédita a um anseio da sociedade, com produto comercializado por parceiros, de forma fácil, ágil e preço acessível, além de logística dinâmica contra concorrência direta.
Tecnologia
A tecnologia do Control Face utilizada para o reconhecimento facial é um algoritmo criado por uma empresa da antiga União Soviética, com mais de 25 anos de experiência na área e com experiência de atuação junto ao serviço de inteligência do exército soviético.
Foram 18 meses de pesquisa para chegar ao resultado final e quase dois anos de trabalho desde a sua concepção. Apenas duas pessoas conhecem a tecnologia, que é baseada em conceitos até então irreais. “Dificilmente a tecnologia seria copiada em pouco tempo. Mesmo de posse do nosso equipamento é complicado entender a sinergia entre os diversos softwares e hardwares envolvidos”, destaca Eduardo.
O produto consiste numa unidade de reconhecimento composta de uma câmera e um teclado, com software de fácil operação pelo porteiro, que envia as informações a um computador central. O prestador de serviço já cadastrado no Control Face digita então sua senha e o software requisita seu cadastro incluindo a matriz biométrica. Ao retornar a informação, a mesma é comparada com a face do prestador e a resposta apresentada ao porteiro.
“Todas as entradas e saídas ficam gravadas em data center, inclusive as imagens capturadas na comparação, sendo registradas as ocorrências de cada prestador, gerando uma ficha do indivíduo. A central pode acionar porta eletrônica e verificar se está aberta. Uma central gerencia até oito unidades de reconhecimento”, reforça Eduardo.
Cadastro
A certificação Control Face tem cadastro gratuito para empresas e funcionários, que passam a contar com a confiabilidade do sistema de reconhecimento facial para identificação de pessoas. Cada empresa tem sua senha para gerenciamento dos funcionários.
Para efetivar o cadastro são feitas várias fotos que serão transformadas em uma matriz numérica pela qual será executado o reconhecimento facial. A partir dessa matriz, não é possível recriar uma foto. O cadastro é criptografado e sigiloso.
O cadastro do profissional é feito uma única vez. Caso ele troque de empresa, não é necessário fazer o cadastro novamente, pois seus dados ficam inativos e são acessados somente através de senha.
O cadastro representa o vínculo do funcionário com a empresa e, cada profissional, pode ter vários vínculos de trabalho com locais diferentes, sendo identificado de forma diferente. Quando um funcionário encerrar seu trabalho numa empresa, esta terá que cancelar o vínculo. A partir deste momento, o funcionário será descredenciado da Control Face, não conseguindo ser reconhecido usando a senha que tinha na empresa.
Diferenciais
Entre os principais diferenciais deste produto inédito e exclusivo que é o Control Face estão: existência de um cadastro único nacional, onde o profissional é cadastrado apenas uma vez; método de conferência preciso e, até então, a prova de fraudes; resistência à água, maresia e sol e a manutenção fácil e com baixo investimento.
Os condomínios de luxo da classe AB, prédios empresariais e grandes condomínios de classe C e D - com capacidade de aquisição devido ao grande número de unidades de habitação que tornam o custo irrisório, são os principais públicos de interesse da Control K. Estes potenciais clientes são alvos constantemente de assaltos e furtos.
Estes condomínios, prédios e empresas que possuírem o Control Face só vão permitir a entrada de visitantes cadastrados no sistema.
Como o método de identificação dura menos que dez segundos, os profissionais enfrentarão menos burocracia e atraso na entrada de ambientes fechados.
O selo de segurança Control Face atesta que os prestadores de serviços fazem parte de uma equipe que preza pela segurança e confiabilidade.
Investimentos
O preço previsto do produto é de 12 mil reais, incluindo a unidade de reconhecimento e o computador com software e hardware embarcado. Cada computador pode conectar-se a duas unidades de reconhecimento.
As empresas pagam uma mensalidade de 500 reais para utilização do Sistema WEB (banco de dados), Suporte do Software e manutenção técnica no equipamento. O cadastro da empresa e do profissional é gratuito.
Os investimentos em pesquisa e desenvolvimento, que levaram cerca de dois anos, foram feitos com recursos próprios e totalizaram quase 700 mil reais.
Na expansão para o mercado nacional e internacional serão investidos mais dois milhões de reais, provenientes de recursos próprios e da venda dos produtos. Inicialmente, o interesse da Control K é pelos potenciais mercados de São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador.
Estratégia
Inicialmente, a Control K atuará somente em Belo Horizonte e Região Metropolitana. A meta da empresa para os próximos oito meses é alcançar 500 prédios cadastrados com o Control Face dentro do universo de quase dois mil já prospectados em BH.
A estratégia da empresa é investir no mercado nacional a partir de agosto de 2010, depois que o produto estiver completamente testado in loco na capital mineira e arredores.
Além de Belo Horizonte, a empresa prospectará parceiros comerciais nas outras 18 regiões metropolitanas, capitais e principais cidades do país, totalizando a instalação de 30 escritórios nacionais num prazo de 18 meses, que serão responsáveis pelo atendimento de 30 mil clientes nos 30 principais locais.
A empresa também estuda a estratégia com o mercado internacional, inicialmente, expandindo atuação para os países vizinhos da América Latina.
Novidade
Presídios:
Na última semana, a Control K fechou uma parceria com a Secretaria de Segurança Pública da Bahia para um teste piloto do Control Face num presídio. Após a avaliação do resultado, o produto pode ser estendido a outros 22 presídios baianos, além de carceragens em delegacias, onde o produto seria utilizado para controlar inicialmente as visitas. Num segundo momento, poderá ser instalado em todas as delegacias da Bahia.
A novidade do Control Face para utilização em presídios é que, além do reconhecimento facial, o produto conta com um algoritmo que verifica quem visita os bandidos, com que freqüência e em que região atua, gerando um mapa de inteligência para futuras investigações da polícia.
Bancos:
Com base nesta experiência, a Control K criou uma variante para o produto com foco na utilização nas portas de agências bancárias, para identificação das pessoas que entram nos bancos.
Esse reconhecimento poderá, de forma imediata, relacioná-las às ocorrências conhecidas como ‘saidinha do banco’, ajudando a inibir este tipo de crime no país. Como este tipo de golpe não está previsto no Código Penal Brasileiro, existe a dificuldade de combater esta prática.
Com o Control Face este golpe estaria com os dias contados. Na entrada da agência bancária, ao fazer o reconhecimento facial do cliente, o software faz uma análise a partir de três parâmetros: lista de procurados pela Polícia, cadastro profissional e histórico de eventos. Um algoritmo foi utilizado para desenvolver a tecnologia que avalia a freqüência que o cliente vai ao banco e, a partir do cruzamento de dados, se o mesmo tem alguma ligação com atividades criminosas.
Caso haja alguma ocorrência, o Control Face envia um comunicado à agência bancada para as devidas providências.